Vitima foi chamada de “pretinho” e “macaco” por médico de plantão

Um homem de 22 anos afirma ter sofrido um ato racista de um médico que recusou atendimento à esposa dele, na madrugada deste sábado (8/05) na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Oropó, em Mogi das Cruzes.

A vítima relata que o profissional que estaria dormindo, o chamou de “pretinho” e “macaco” e o agrediu com uma cinta.

Quem também estava de plantão era o enfermeiro Rodrigo Romão, que trabalha na unidade, que é Diretor dos Enfermeiros do Estado de São Paulo e um dos fundadores da Unegro de Mogi das Cruzes. Ele declara que ficou revoltado com a cena e, por isso, chamou a Polícia. “A gente está em pleno século XXI e presencia não só este mas vários casos de racismo no Brasil. Triste também ver os policiais que atenderam a ocorrência minimizando os fatos e não levando o caso para frente, desmotivando a vítima e a mim, testemunha ocular dos fatos”, destaca Rodrigo Romão.

A direção da UPA informou por meio de nota que abriu uma apuração interna para verificar a ocorrência. Disse também que o médico foi afastado, que lamenta o ocorrido e que está tomando as providências cabíveis.

Na entrevista ao Radar Noticioso, Rodrigo Romão também comenta a respeito do Dia Internacional da Enfermagem que é celebrado amanhã (12/05). “Data para lembrarmos o quão o enfermeiro é e está sendo importante nesta pandemia. Dia para falarmos também do preconceito que estamos sofrendo nesse período e de outros estereótipos que carregamos, como o de todo enfermeiro ser homossexual e de enfermeira ser amante de médico”, completa Rodrigo Romão.