O lançamento da ButanVac acontece em contexto de rivalidade política: o presidente Bolsonaro e o governador de SP, João Doria, que apresentaram dois projetos de imunizantes com poucas horas de diferença

Entre as polêmicas do dia, a senadora Katia Abreu (PP-TO) chamou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de “marginal” em uma resposta dura à acusação do chanceler de que a senadora teria defendido interesses da China durante um almoço entre os dois. Kátia Abreu disse que Ernesto “insiste em viver à margem da boa diplomacia” e “à margem da verdade dos fatos” e cobrou a demissão do ministro. Esse é um dos assuntos em destaque do consultor em Gestão Pública e colaborador da Rádio Metropolitana, Romildo Campello, que também destaca a polêmica das vacinas: o Governo Federal pediu na noite de quinta-feira (26/03) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fazer testes clínicos de fase 1 e 2 de uma nova vacina contra o coronavírus.

O ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, fez o anúncio na sexta-feira. Segundo o Ministério, os resultados dos testes em laboratório sobre a toxicidade da vacina e sua capacidade de gerar uma resposta do sistema imune foram promissores. A divulgação ocorreu algumas horas depois do Instituto Butantan dizer que pedirá à agência autorização para começar os estudos clínicos de um imunizante totalmente nacional, a Butanvac. “A ButanVac é a resposta para quem nega a ciência e nega a vida”, disse Doria, em alusão a Bolsonaro, que durante meses questionou medidas preventivas contra a pandemia, e colocou em dúvida a eficácia das vacinas, inclusive à do Butantan, que se recusou a comprar em outubro do ano passado. O Radar Noticioso acompanha os desdobramentos de todo o processo. Acompanhe