O diretor regional do Colégio Brasileiro de Cirurgiões de Mogi e médico cirurgião, Dr. Luizinho, destaca a alta dos casos de contágio da Covid-19 e a preocupação da população nesse momento da pandemia

Com 400 mil vidas perdidas, o luto dos brasileiros atinge mais um marco simbolicamente trágico da pandemia. Após o registro de 3.074 óbitos em 24 horas, o país atingiu o número de 401.417 mortos pela Covid-19 e rompeu outro patamar. Quem traz o destaque é o diretor regional do Colégio Brasileiro de Cirurgiões de Mogi das Cruzes, cirurgião geral e professor universitário, Luiz Antônio Coelho Filho, o Dr. Luizinho, que comenta sobre o ritmo de mortes que acelerou de forma incontrolável este ano. Ele também tira dúvidas dos nossos ouvintes e internautas sobre saúde, bem-estar e prevenção.

“O vírus nunca mais vai embora, dentro de aproximadamente 5 anos devemos regularizar a situação e voltar ao normal, porque cientificamente, esse é o tempo em que a os cientistas vão conseguir analisar tudo para entender e combater efetivamente o coronavírus”, afirmou o cirurgião. Ele inclusive explica que não é de hoje que o sistema público de Saúde falha com o número de leitos, esclarecendo que os chamados “leitos de UTI” são na verdade adaptações de leitos comuns para dar o mínimo de suporte para um paciente grave, mas que há diferença, pois UTI conta com uma série de equipamentos.

“Se o Governo tivesse feito mais leitos, comprado mais insumos, qualificado e orientado seus profissionais, prevendo uma segunda onda, não estaríamos nessa situação”, comentou explicando que é mais barato se programar e prevenir do que depois tentar construir toda essa estrutura na pressa, com a falta de leitos e pessoas morrendo. Ele reforça que pensar na Saúde hoje requer administração, pois deve considerar que o atendimento médico não é apenas sobre assistência mas economicidade. Acompanhe