Sem aulas presenciais, alunos correm o risco de retroceder anos de aprendizagem. “É um processo contínuo que foi interrompido”, destaca o gestor em Políticas Públicas, Pablo Monteiro, que cobra o cronograma de Educação da Prefeitura de Mogi das Cruzes

Educação: redes privadas de ensino cobram cronograma da volta às aulas. A Prefeitura de Mogi das Cruzes afirmou que estaria definindo essa semana o cronograma, mas até o momento não se manifestou sobre o planejamento. Acompanhe o destaque na entrevista especial com o empreendedor e gestor em Políticas Públicas, Pablo Monteiro, que comenta sobre a polêmica em torno da distribuição do kit merenda no munícipio.

Ele faz um apelo ao prefeito Caio Cunha (PODE) a favor da volta às aulas em todos as fases do ensino. “Enquanto você prefeito e sua equipe não derem um norte para a Educação, a cidade vai sofrer, e vamos retroceder com as inúmeras crianças que não têm acesso por falta de conectividade”, comentou. Pablo Monteiro ainda cita um estudo realizado pelo fundo de Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), a partir de dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que simulou uma perda equivalente ao retorno à proficiência brasileira. Foi comprovado que alunos das redes públicas e privadas podem retroceder a aprendizagem equivalente a até quatro anos. Outro assunto em destaque é a utilização do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEM) em tempos de pandemia. Um recurso destinado a trabalhadores que formalizaram acordo com os seus empregadores, durante o período da pandemia da Covid-19 para suspensão do contrato de trabalho ou redução proporcional de jornada de trabalho e de salário.

“O Governo paga o salário do funcionário por até 4 meses, um alívio para o pequeno empresário que não está conseguindo captar o suficiente para manter o salário de seus colaboradores”, explica Pablo Monteiro.