Viúva aos 29 anos, a blogueira Thatu Nunes, conta como foi criar uma filha como mãe solo e ao mesmo tempo, encarar o mundo empresarial da Comunicação

Como lidar com as dificuldades emocionais, financeiras e sociais, sem contar com os desafios de ter filhos ainda pequenos, quando perde seu marido ou esposa antes dos 50 anos? Como viver o luto e onde encontrar forças para superá-lo? Tudo isso faz parte da história de vida da blogueira Thatu Nunes, que encontrou na sua experiência, representatividade, um meio de criar conteúdos colaborativos para mulheres viúvas e mães solo através da internet.

A blogueira se emociona ao recordar a trágica morte do marido, ambos com 29 anos, no auge da vida e genitores de uma pequena de apenas 5 anos. Com o trauma de presenciar o assassinato do marido, Thatu viu na filha a necessidade, mesmo em luto, de seguir adiante e procurar a felicidade.

Segundo especialistas, mulheres e homens passam pela fase de luto de forma diferente. Enquanto os homens tendem ao ativismo e se focam em atividades corriqueiras e manuais, como reformas ou reorganização, a mulher tende ao recolhimento e à inatividade. E ao voltar a namorar, é comum que o viúvo procure substituir o ex-companheiro. Thatu conta que a pressão social é um fator determinante durante os estágios de luto de uma mulher, e ela sentiu na pele, a dificuldade de pensar e se ver em uma situação feliz estando ao lado de uma outra pessoa.

Além das dificuldades sócio emocionais, a blogueira também precisou se reinventar na vida profissional. Depois de manter um Blog com conteúdos de humor para mulheres solteiras, Thatu decidiu recriar suas redes e se dedicar à conteúdos para mulheres viúvas, enlutadas e sobre os desafios da maternidade. Assumindo sua própria identidade no mundo virtual, foi assim que encontrou uma voz de representatividade, que tem impactado e protagonizado de forma positiva, a discussão do papel da mulher na sociedade moderna. “Mesmo dentro do feminismo, eu não via um espaço para se debater isso, há o recorte para mulheres negras, para mulheres mães, mas nunca para mulheres viúvas ou viúvas e mães”, conta. Acompanhe todo relato emocionante da blogueira.