Cerca de dez casas foram derrubadas no bairro. A Prefeitura alega ser área pública e proteção ambiental em que a lei não permite construções. Mas os vereadores cobram explicações

A Prefeitura de Mogi das Cruzes fez uma reintegração de posse em uma área pública na manhã de ontem (11/03) no Jardim Aeroporto III. A Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal deram apoio. Cerca de 10 casas foram retiradas.

Segundo a Prefeitura, a ação de reintegração foi comunicada com antecedência, os imóveis estavam em processo irregular de construção e não havia famílias ocupando as edificações porque elas não estavam concluídas. Além disso, a Prefeitura disse que se trata de área pública e de proteção ambiental, onde, por lei, construções não são permitidas.

O advogado e ex-candidato a prefeito, o ex-vereador Rodrigo Valverde (PT), afirma que “das 5 construções demolidas que eu acompanhei, três delas realmente não tinham família morando, mas em conversa com moradores locais, foi apontado que duas das casas tinham sim sido ocupadas e essas famílias portanto perderam suas mobílias, seus investimentos”.

E complementou “acredito que dado o contexto de pandemia, esse não foi o momento para causar esses danos a essas famílias”. A Prefeitura ainda informou que “o local da ação fica no Jardim Aeroporto III, núcleo que a Prefeitura está regularizando, o que vai beneficiar cerca de 800 famílias. Portanto, novas construções são um sério empecilho para este processo de regularização”.

O presidente da Câmara de Mogi, o vereador Otto Rezende (PSD) cobrou explicações ao prefeito Caio Cunha (Pode). “Eu e os vereadores queremos saber qual a real situação desses moradores que foram retirados das casas que foram derrubadas”, comentou. Ele salientou ainda que pretendem conversar com o prefeito sobre essa reintegração de posse. Acompanhe