A advogada Dra. Adélia Soares traz o destaque da cantora que foi vítima de uma rede de tráfico aos 16 anos de idade e hoje é testemunha do caso que é investigado pela Polícia Federal

POLÊMICA: MC Mirella foi vítima de exploração sexual. Uma rede criminosa responsável por traficar mulheres para prostituição no exterior tentou enganar a cantora quando ainda era menor de idade. Somente aos 22 anos, quatro anos depois do caso, Mirella foi ouvida como vítima e testemunha do crime que a Polícia Federal continua investigando. Policiais apontam que a rede de prostituição tem ramificações em cerca de 15 países. Quem traz o destaque é a advogada especialista em Defesa do Consumidor, Dra. Adélia Soares, que esclarece detalhes da história e o que aconteceu na chamada Operação Harém. Tudo começou com uma empresa que queria contratar a influencer para uma divulgação no Paraguai e sem orientações a cantora quase caiu em um golpe. Dra. Adélia Soares faz alerta aos pais de menores.

“Fiquem atentos com seus filhos que querem se tornar youtubers e influenciadores, porque é natural que empresas se aproximem, mas algumas não são empresas”, explica ela que esclarece e reforça que Mirella não foi “facilitadora” de aliciamento de mulheres para a quadrilha, como publicado em portais de notícias falsas, mas foi mais uma vítima. “Alguns sites tendenciosos colocam em dúvida, como se ela tivesse aliciado alguém, mas a posição dela nesse caso é de vítima e testemunha”, defendeu a advogada que é responsável por toda parte jurídica assistencial da MC. Drª Adélia Soares explica que tem dado atenção às redes sociais.

“Quando você acusa, ofende e extrapola o direito de expressão, é crime. Alguns comentam nas redes sociais achando que estão invisíveis, mas não estão porque a internet não é terra de ninguém”, ressalta explicando que “quando há uma exposição indevida, tudo pode gerar condenação, ação judicial e tem consequências”, conclui. Acompanhe