A Câmara Municipal de Mogi rejeitou ontem os pedidos de cassação feitos pelo operador de caldeiras e sindicalista, Marcelo da Silva Cavalheiro Mendes, e pelo jornalista Mário Berti

A Câmara de Mogi das Cruzes decidiu arquivar os dois novos pedidos de abertura de processo de cassação de mandato do prefeito Caio Cunha (PODE), por entender que o Legislativo não pode discutir o impeachment do chefe do Executivo sem que seja comprovado qualquer envolvimento dele nas denúncias de fura fila da vacina contra a Covid-19 na Secretaria Municipal de Saúde.

Porém, um grupo de vereadores defende a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar se houve ou não irregularidade na imunização de todos os funcionários da Pasta, que segundo o Ministério Público, teriam recebido a dose antes do prazo previsto na lista de prioridade. A Prefeitura, segundo comentários de vereadores, tenta explicar a situação para evitar a investigação e um desgaste do governo.

O arquivamento dos dois pedidos de abertura de processo de cassação – que teve um único voto favorável da vereadora Inês Paz (PSOL) foi definido durante a sessão realizada ontem (27/04), após a leitura dos dois processos determinada pelo presidente da Câmara, Otto Rezende (PSD) antes de abrir para manifestação dos parlamentares sobre a aceitação ou não de afastamento do prefeito.

Foi protocolado na Câmara de Mogi das Cruzes na semana passada (23/04) dois pedidos de cassação do prefeito Caio Cunha (PODE), um pedido pelo operador de caldeiras e sindicalista, Marcelo da Silva Cavalheiro Mendes, o Maquininha, e outro pelo jornalista Mário Berti, que cobra postura do prefeito Caio Cunha (PODE) no caso das denúncias feitas pelo Ministério Público sobre suspeitas de fura fila da vacina contra a Covid-19 envolvendo a Secretaria Municipal de Saúde. Elaborado pelo advogado Gustavo Ferreira, um documento ainda aponta uma série de fatores, que na avaliação dos autores dos pedidos, poderiam comprometer o prefeito, por “condescendência criminosa”.

Apesar de ter votado contra os pedidos de cassação de mandato, os vereadores Iduigues Ferreira Martins (PT), Edson Santos (PSD), José Luiz Furtado (PSDB) defenderam a instalação de uma CEI para que tudo seja apurado, para acabar com as dúvidas, e entender se tem ou não culpados nesse processo.

Inês Paz explica que votou a favor “não da cassação do prefeito, mas sim pela abertura de um processo de investigação” para que tudo seja esclarecido.