Cientista político, Samuel Oliveira, faz balanço do cenário político no Brasil e indica que a situação de vulnerabilidade cresce enquanto o Governo Federal analisa possibilidade de estender auxílio emergencial

Acompanhe a análise do cientista político Samuel Oliveira desse momento político pandêmico que o Brasil atravessa de olho no cenário eleitoral de 2022. Cenário nacional é o destaque da entrevista especial agora no Radar Noticioso.

O especialista chama a atenção para o aumento da vulnerabilidade social no país, indicadores apontam que o número ainda deve crescer. Em relação a isso o orçamento do ano passado foi cinco vezes maior do que o deste ano para atender às famílias e a população em risco. Enquanto em 2020 se tinha R$ 300 bilhões para investir em programas de auxílio, esse ano o valor foi reduzido para R$ 60 bilhões. Uma média de 250 reais por pessoa, que como aponta Samuel Oliveira, não atende a expectativa. “A miséria é crescente e o número de miseráveis no Brasil vai aumentar cada vez mais”, afirma o cientista político que ainda completa, “a gente não sabe como vai acabar 2021 muito menos começar 2022”.

Um dia após se lamentar por cada vida perdida em função da Covid-19 e prometer vacinar ainda este ano toda a população adulta em pronunciamento feito em rede nacional, o presidente Jair Bolsonaro viajou para Formosa no feriado de Corpus Christi (03/06), onde provocou aglomeração e foi flagrado por apoiadores sem máscara. Enquanto isso, no mesmo final de semana, o opositor do presidente e governador do Estado de São Paulo, João Dória (PSDB), foi visto em um hotel de luxo no Rio de Janeiro.

“Falta postura aos nossos líderes políticos. É irresponsável um presidente da República fazer esse tipo de ação, de ficar andando de moto por aí. Ou mesmo o governador de São Paulo estar tomando sol em um hotel de luxo no Rio de Janeiro. Passa uma mensagem errada para o cidadão, porque, ao mesmo tempo, em que dizem ‘fique em casa’, passam uma atitude e mensagem contrária”, critica Samuel Oliveira.

O especialista analisou o caso de ministros do Tribunal de Contas da União (TCU), que ficaram escandalizados com a manipulação de informações da Covid-19 que Bolsonaro afirmou que o órgão tinha relatório questionando número de mortos pela doença. De acordo com o presidente, o documento questionaria 50% dos registros de morte pelo coronavírus no país, o que é mentira, esclareceram os técnicos do TCU. Ouça o podcast para conferir como funciona o Tribunal de Contas e mais detalhes sobre a CPI da Covid.