Um ano já se passou desde o início da pandemia e os desafios que se apresentaram à educação foram, e ainda são, enormes. Problemas estruturais, acesso às redes e ferramentas, distanciamentos das práticas cotidianas de ensino, mudança de comportamento, dificuldade de cativar os agentes envolvidos, enfim questões diversas que ainda desafiam a todos.

Muito já foi dito sobre a importância de se acolher e orientar os alunos, suas dificuldades e anseios, questões que ainda fazem pautar o dia a dia do ensino. Mas, venho aqui lançar luz também aos cuidados que os docentes necessitam dentro deste processo.

Há mais de um ano os professores viram suas práxis de ensino, de forma abrupta, serem alteradas, o desenvolvimento de novas competências exigido com extrema urgência, métodos e formas de aulas se ressignificaram em pouco espaço de tempo. Assim o professor foi e ainda é muito impactado neste processo.

As instituições e seus respectivos gestores, devem acolher e ajudar a formar este novo docente. É oportuno promover capacitações e ações de apoio emocional, por mais que reconheçamos serem os professores profissionais de elevado poder de adaptação. Sim, devemos apoiá-los neste momento.

A escuta efetiva e atenta a docentes e alunos, poderá auxiliar na realização de uma sintonia de ajustes aos processos. Todos estão separados, mediados, mas não podemos deixar que a distância impere. Devemos fazer com que haja imersão de todos os envolvidos, na relação de ensino, e estarmos mediados não pode servir de pretexto para nos colocarmos à margem. Devemos e podemos nos posicionar ao centro, junto com os alunos.

Créditos: Tainá Frota/NOVA ESCOLA