Para ele, Mogi das Cruzes é uma cidade belíssima e privilegiada pelo aspecto da natureza, mas precisa ter o olhar de desenvolvimento com infraestrutura

Mogi das Cruzes: 461 anos de uma história de crescimento e desenvolvimento. Acompanhe a entrevista especial com o arquiteto, Ciro Pirondi, que analisou o desenvolvimento da cidade nesses 461 anos.

O arquiteto disse que se apaixonou pela cidade de Mogi das Cruzes há muitos anos quando veio estudar Arquitetura na Universidade Braz Cubas e pegava o trem diariamente vindo de São Paulo. Passados uns 3 ou 4 anos, Ciro Pirondi começou a dar aula na Universidade durante um ano e voltou para São Paulo. Passados uns 2 anos o Dr. Maurício Chermann o chamou para dirigir o curso de Arquitetura. “Convidei alguns amigos para dar aula e me envolvi com a faculdade. Após uns 10 anos que eu havia voltado para São Paulo eu acabei me casando com uma mogiana e decidi voltar a morar em Mogi das Cruzes”, contou.

Atualmente o arquiteto trabalha em alguns projetos em cidades diferentes: em Paraupeba, no Pará, em Guararema e recentemente esteve com o prefeito de Mogi das Cruzes Caio Cunha (PODE), que o chamou para uma conversa sobre a cidade. “A minha profissão, o meu trabalho nesses últimos 40 anos foi muito dedicado para a visão pública, social, coletiva e cultural. Raramente eu faço trabalhos que são trabalhos de venda mesmo”, destacou.

Na análise de Ciro Pirondi, Mogi das Cruzes é uma cidade belíssima e privilegiada pelo aspecto do que a natureza deu para ela. “Nós temos uma serra maravilhosa, é um município que tem uma Serra dentro dela mesma a serra nasce e morre aqui. Nós temos a Serra do Mar, nós estamos bem no meio entre a Serra do Mar e a cidade grande, que é São Paulo e ainda temos um rio que passa dentro dela”, elogiou.

Para ele, as pessoas deveriam ter mais sensibilidade de não destruir tudo aquilo que a civilização construiu ao longo dos séculos. “Mogi tem suas virtudes como eu falei, mas também tem seus problemas que na minha opinião todas as cidades latino-americanas, não importa a escala da cidade, também tem. Nós não soubemos fazer uma cidade, nós estamos aprendendo ainda. Nós erramos muito e acertamos em alguns aspectos. Nós não soubemos manter nossas matas, nossas florestas, não soubemos manter os nossos rios e não soubemos fazer a ocupação do espaço de uma maneira justa, bela e coerente. Achamos que a mata e os animais são nossos inimigos, mas é totalmente o contrário. Esse vai ser um grande desafio para as cidades do século XXI, reverter isso”, destacou.

Quer saber mais sobre a história e o desenvolvimento de Mogi das Cruzes? Acompanhe a entrevista completa.