O jornalista e escritor contou que a sequência do livro “Urupema – Um Passeio Histórico por Mogi das Cruzes” já está em revisão e o terceiro livro também está pronto. Ele resgatou a história de uma das famílias mais tradicionais da cidade, os Borenstein.

Mogi das Cruzes: 461 anos de uma história de crescimento e desenvolvimento. Acompanhe a entrevista especial com o jornalista e escritor do livro “Urupema – Um Passeio Histórico por Mogi das Cruzes”, Chico Ornellas. Aos 74 anos, ele relembrou histórias da cidade.

A sequência do seu primeiro livro já está em revisão e o terceiro também está “saindo do forno. Segundo o jornalista, é de extrema importância contar a história das personagens da cidade e não apenas da cidade. “A história das pessoas que marcaram a vida dos mogianos como a família Borenstein”, ressaltou. Chico Ornellas resgatou a trajetória de Hélio Borenstein, patriarca da Família Borenstein, que foi um imigrante que saiu da Ucrânia, fugindo da 1ª Guerra Mundial e da Revolução Russa, em 1917. Hélio Borenstein desembarcou de um navio no Brasil e devido à dificuldade com o idioma, acabou descendo na estação errada, em Mogi das Cruzes. “Nessa época o Hélio falava 2 ou 3 línguas, mas não entendia absolutamente nada de português”, afirmou o jornalista. Quando desceu foi a um comércio em frente à estação do trem na Sacadura Cabral, apenas com uma mala e pouquíssimo dinheiro, pediu ajuda ao comerciante que disse que a família Grinberg poderia ajudar. “A família o acolheu e ele passou a dormir em um quartinho nos fundos da loja de colchões. “Ali ele fazia de tudo, limpava, vendia, andava de bicicleta cobrando os clientes, quase não parava, virava Mogi de ponta cabeça”, destacou.

Depois de alguns anos Hélio Borenstein se estabeleceu como mascate (vendedor ambulante) vendendo lenços, gravatas e outros produtos, principalmente na periferia. “Foi com isso que após alguns anos ele montou a ‘Casa Hélio’ na Rua Coronel Souza Franco e virou comerciante. Hélio ficava em frente ao Mercado Municipal e alguns comerciantes o procuravam para ele guardasse o dinheiro em sua burra, um tipo de cofre antigo”, contou. Foi aí que teve a a ideia de perguntar aos comerciantes quanto tempo eles guardariam aquele dinheiro e passou a fazer o trabalho parecido com o de um banco. “Foi com esse dinheiro que ele investiu e comprou algumas casas de aluguel e após alguns anos Hélio comprou algumas ações no BCN (Banco de Crédito Nacional) e chegou a ter 15% das ações.

Quer saber mais sobre histórias de Mogi das Cruzes e o que aconteceu com Hélio Borenstein e sua família para se tornarem uma das famílias mais tradicionais da cidade. Acompanhe a entrevista completa.