A psicóloga clínica Fabíola Passos destaca os riscos da mulher adoecer com medo de pedir ajuda ou aprender a dizer “não”

MÊS DA MULHER: Será que estou apenas cansada ou preciso de ajuda? Com um ano de pandemia, muitas mulheres não conseguem identificar todos os prejuízos causados pela ansiedade e estresse. Com a rotina da mulher cada vez mais exaustiva, tanto física quanto mentalmente, como é possível entender como eu estou e qual o melhor tratamento? Quem traz o destaque sobre a Saúde mental da mulher é a psicóloga clínica, especialista em Gestalt terapia, Fabíola Passos.

O processo de adoecimento das mulheres e sua relação com o trabalho doméstico e os ditos “deveres” de gênero como a maternidade, cobranças estéticas e afins, são fatores de sobrecarga que tem posto as mulheres no topo do ranking no aumento nos sintomas de depressão e ansiedade.

Segundo a psicóloga, ser mulher é um fator de risco porque as normas de gênero influenciam o acesso e o controle sobre os recursos necessários para atingir a saúde ideal, inclusive incluindo os fatores econômicos (renda, crédito); sociais (redes sociais); políticos (liderança, participação); informação e educação (alfabetização em saúde, acadêmica); acesso aos serviços de saúde; e de caráter interno (autoconfiança/autoestima) gerência da casa, entre outros. “As mulheres sempre se cobraram demais e muitas vezes não consegue pedir ajuda ou dizer não”, destacou. Acompanhe