Segundo o vereador, Mogi das Cruzes esconde muito essa questão racial, pois é uma cidade de quase 500 anos que foi construída com mãos negras mas que enaltece os bandeirantes

POLÍTICA: Convidado especial no Radar Noticioso, o vereador Iduigues Martins (PT) destaca a importância da Medalha Zumbi dos Palmares no mês da Consciência Negra. Ele presidiu a Sessão Solene na sexta-feira (19/11) em que a Câmara Municipal homenageou dez personalidades que lutam contra o racismo e pautam a luta racial em Mogi das Cruzes. Ele falou sobre a importância da Medalha Zumbi dos Palmares “O Brasil sempre foi um país multirracial, democracia racial e o racismo foi aparecendo com situações constrangedoras com mortes, por exemplo, na frente do Carrefour lá no Rio de Janeiro. O negro teve que tirar a roupa dentro de uma loja, no esporte também tem várias agressões então começou a ficar público. Esse tema está sendo escancarado e isso é importante porque não fica aquela hipocrisia”, analisou.

O vereador lembrou que o Senado equiparou a injúria racial com o racismo, já que a injúria era mais leve e considerada apenas uma ofensa, enquanto o racismo se tratava de atitudes mais graves e algo mais pesado do ponto de vista legal. “Agora está no Senado e vai para a Câmara para ser aprovado e equiparar a injúria racial ao racismo que é um crime inafiançável”, comentou.

Iduigues Martins também afirmou que Mogi das Cruzes esconde muito mais essa questão racial, já que é uma cidade de quase 500 anos e que foi construída com mãos negras. “Ruas pequenas, na época do Brasil Império então o negro tem um papel muito importante e tudo em Mogi lembra só a cultura branca. Os bandeirantes que eram caçadores de negros e índios está na entrada da cidade. O hino se você for verificar ele reporta muito a questão dos brancos. As pessoas não gostam muito de discutir esse assunto, mas é necessário porque existe uma dívida histórica com os negros, pois quase 4 séculos que gerou um fosso, um buraco uma diferença social econômica e política.”, então esse debate é de suma importância”, destacou.

Em relação aos comentários de que não estaria fazendo oposição na Câmara Municipal apoiando o mandato do prefeito Caio Cunha (PODE) e que estaria no modo ‘paz e amor’, o vereador fez questão de se posicionar politicamente “Nós apoiamos o Rodrigo Valverde que por sinal teve uma bela performance eleitoral, foi muito bem para os padrões de Mogi que tinha uma resistência ao PT e tudo mais e que foi muito bem com 18% dos votos. A vida inteira nós queremos a mudança na cidade, eu, o Rodrigo Valverde e o PT. Nós não apoiamos o Junji, o Valdemar, não apoiamos o Bertaiolli e nem o Marcus Melo. Chegou a eleição no segundo turno entre o PSDB e o Podemos com o Caio Cunha que era um vereador de oposição na Câmara Municipal e que queria a renovação da cidade. Então nós tomamos a decisão de apoiar o Caio Cunha e eu me sinto na responsabilidade, pelo meu voto e pela minha opção de mudança na cidade de apoiar o governo Caio Cunha”, enfatizou.

O vereador também ressaltou a importância do Parlamento Estudantil, sobre a taxa do ISS sobre os ônibus e da polêmica Taxa do Lixo. Quer saber mais? Acompanhe a entrevista completa.