Doutor em Comunicação, Ariovaldo Folino Junior, traz os destaques sobre o cenário da Educação em quase um ano e meio de pandemia

EDUCAÇÃO: A possibilidade da chegada de uma 3º onda de Covid-19 deixa profissionais da Educação em alerta e escolas particulares e públicas estão retornando às aulas presencias, mas de modo não obrigatório e híbrido. Quem traz o destaque é o professor e doutor em Comunicação, Ariovaldo Folino Junior, que também comenta as mudanças no currículo escolar e sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Será que teremos mudanças na aplicação em 2021?

O professor começa sua participação fazendo um importante apontamento para recentes estudos realizados durante a pandemia. Um deles produzido por uma brasileira na Universidade Stanford mostra que alunos têm índice de cansaço 17% superior ao de trabalhadores. A exaustão causada pelas plataformas, conhecida como “fadiga de Zoom”, já havia sido detectada por um estudo da Universidade Stanford realizado e publicado nos Estados Unidos no último mês de março. Agora, os brasileiros também estão cientificamente “certificados” como vítimas do fenômeno.

“Ficar centrado naquela telinha vai saturando e cansando. Veja, a gente fala muito que as crianças e adolescentes de hoje são alfabetizados tecnologicamente, lógico, eles são, mexem em computador, celular e tablet com destreza, mas no começo foi divertido. “Vamos estudar em casa, pelo equipamento ai passa um semestre, dois, passa-se o terceiro com projeção para o quarto, vai saturando”, aponta Ariovaldo Folino Júnior.

Para além da ameaça de 3ª onda e alta de internações no Estado, o professor diz que a classe da Educação está preocupada com a crescente evasão. “As pessoas estão desistindo de estudar. Claro, quando é por uma questão financeira a gente não tem o que fazer. Agora a questão é que muitos alunos que tem condições de pagar o estudo particular, também estão desistindo porque está com dificuldade e estranhamento pelo ensino remoto”, explica e ainda aponta que colegas e dirigentes escolares tem apontado que o rendimento dos alunos caiu consideravelmente.

Para completar sua participação, ele aponta que estudantes estão apreensivos com as incertezas do calendário do Enem. Muitos indícios apontam para o adiamento do exame para o começo de 2022. Em documento enviado recentemente ao ministro da Economia, o Ministério da Educação admitiu não ter dinheiro para aplicar a prova para todos. Sem edital e cronograma oficial divulgados, as etapas que antecedem a avaliação já estão atrasadas. A mesma situação se aplica para o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE). Acompanhe