Pela primeira vez o ex-secretário acompanhado de sua defesa jurídica, o advogado Dirceu do Valle, contestou publicamente a investigação iniciada pelo Ministério Público

A defesa jurídica do ex-secretário municipal de Saúde da Prefeitura de Mogi, Dr. Henrique Naufel, contesta investigação iniciada pelo Ministério Público em relação a possíveis irregularidades no processo de vacinação contra a Covid-19, que teria imunizado de forma irregular mais de 900 servidores públicos na cidade.

O advogado Dirceu do Valle, que defende o ex-secretário, apresentou à reportagem da Rádio Metropolitana, o e-mail do Centro de Vigilância Epidemiológica, remetida pelo professor Alexandre Vranjac da coordenadoria de controle de doenças de São Paulo, enviado à pasta no dia 28 de janeiro de 2021, que informa a normativa de vacinação de servidores da área da Saúde. Dirceu detalha que o ex-secretário foi informado sobre a normativa do órgão estadual, que garantia a imunização a todos os servidores públicos da Saúde no Estado de São Paulo.

A defesa acredita que o MP vai rever o posicionamento indicar a abertura de uma investigação contra a Prefeitura de Mogi e solicitar a apuração por parte da Polícia Civil. Isso porquê desconhece o por que o Prefeito Caio Cunha (PODE), supostamente tendo conhecimento da normativa da divisão epidemiológica, que permite a vacinação dos servidores, não saiu em defesa do ex-secretário municipal de Saúde. A Prefeitura mogiana informou ao Radar que tomou conhecimento da vacinação de servidores da Secretaria Municipal de Saúde pelo MP e, a partir daí, segue fazendo uma análise de toda a documentação, inclusive das normas técnicas, para verificar o cumprimento das regulamentações em relação à ordem de prioridade.

Ainda segundo eles, a administração vem prestando todas as informações necessárias sobre o caso, colaborando com o procedimento de acompanhamento aberto pelo órgão.E por fim, Naufel declara que aguarda com a máxima tranquilidade o arquivamento das apurações e qualquer investigação, reforçando que incide em erro inominável por parte do Ministério Público.