Em meio à pandemia cresce o número de pessoas em situação de desemprego. O economista Cláudio Costa aponta “quem realmente está ganhando com isso é o Governo

ECONOMIA: “O mundo dos negócios está extremamente aquecido diante da quantidade de dinheiro que foi injetada nas economias para amenizar as consequências da pandemia de Covid-19. Quem souber escolher bem os investimentos e aprender a gerenciá-los vai sair na frente nessa corrida”. As afirmações são do empresário Abílio Diniz, atual presidente do Conselho de Administração da Península Participações e membro dos Conselhos de Administração do Grupo Carrefour e do Carrefour Brasil, que em entrevista ao portal Mercado&Consumo, comentou sobre o momento atual do varejo no Brasil e no mundo.

Quem analisa o cenário econômico nacional e também da região do Alto Tietê é o economista, empresário e conselheiro empresarial, Cláudio Costa, que aponta que para atingir o ritmo ideal de recuperação, novas contratações precisam ser feitas por todo o país, aumentando a empregabilidade formal.

O desemprego no Brasil atingiu a taxa recorde de 14,7% no 1º trimestre de 2021, em meio aos desafios impostos pela piora da pandemia no país, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E a situação do mercado informal de trabalho causa preocupação, como destaca Cláudio Costa. “A questão é problemática, o setor informal cresce desordenadamente e consome dos recursos municipais, mas não devolve em tributação”, explica. O problema, no entanto, é maior que o crescimento exponencial de pessoas procurando meios de sobreviver, a questão é que as indústrias não estão conseguindo realizar o faturamento pretendido para o ano, dificultando as recontratações de serviços e mão-de-obra.

Para Cláudio Costa, nas circunstâncias em que a economia e as indústrias se encontram no país, “quem realmente está ganhando com isso é o Governo, com o preço de tudo em alta, ele recebe mais das taxas tarifárias”.

Enquanto isso a população mais vulnerável sofre no bolso e no estômago. “O Governo vacilou muito em não ajudar a população no começo. Eles foram se organizar para disponibilizar de 3 a 4 meses depois do início do isolamento social e agora que surgem com o auxílio, querem politizar o recurso”, critica o economista que ainda justifica “esse dinheiro significou o sustento, não podem escolher se um dia a população come e no outro não”.

Para concluir a sua participação, o consultor e empresário deixa uma mensagem de esperança para aqueles que buscam se realocar no mercado. “Não perca sua chance de ter qualificação, em breve o mercado de trabalho vai abrir vagas porque haverá essa necessidade conforme tudo retornar com funcionamento”, avisa. Acompanhe a entrevista completa e as sugestões do economista.