Temos que olhar para a educação profissional. Ela existe, mas é pouco considerada no processo educacional, parece-nos que há um olhar direto entre ensino médio e superior, esquecendo que há esta modalidade de ensino.

Talvez o caminho da educação profissional poderia ser uma escolha efetiva dos jovens e de seus pais, e deixar de ser vista como um destino para os jovens que não tiveram o desempenho esperado na educação regular.

Em diversos países esta modalidade educacional tem seu lugar de destaque, tanto em relação à procura, como também reconhecimento financeiro sobre sua importância na pirâmide laboral.

Salientamos que os cursos de educação técnica de nível médio podem favorecer a transição da escola ao trabalho. A possibilidade de o jovem poder optar por um curso de educação profissional, pode prepará-lo para enfrentar e se adaptar as mudanças do mercado profissional, tornando um fator importante para a transformação das próprias expectativas dos jovens de inserção neste mercado.

É possível termos uma política educacional que contemple mais e incentive este itinerário formativo. Como? Devemos pensar em ampliar a oferta de cursos  técnicos de nível médio; tornar a carreira técnica mais atrativa para os jovens; desenvolver sistemas de informações para que os jovens possam melhor escolher as carreiras técnicas de nível médio; desenvolver métodos e procedimentos para identificar demandas de técnicos no sistema produtivo; rever o catálogo nacional de cursos técnicos; incentivar as empresas a ampliarem as carreiras técnicas de nível médio; e por fim estreitar as relações das escolas com as empresas.

Lembramos que após um ensino técnico profissional, é possível a aqueles que assim desejem, seguir o caminho dos estudos no ensino superior.

Enfim, por que não considerarmos esta trajetória?