O mar está revolto, não é qualquer marujo que tem condição de conduzir a embarcação

No oceano do ensino superior, uma instituição se posiciona perante o mercado, em relação a seu nível de modernidade e uso das tecnologias, tendo como pilares 3 eixos: Pessoas, Processos e Cursos.

No que se refere à tecnologia, há sempre o impacto do capital para o investimento e manutenção do posicionamento tecnológico da IES, mas de certa forma, isto se resolve por um bom plano de investimento próprio ou até mesmo, a busca de agentes financiadores.

Todavia, por mais que a tecnologia avance, as pessoas são e sempre serão, parte principal e o fator mais crítico dentro de uma instituição, pois elas originam consequências diretas ao sucesso e ao fracasso do posicionamento institucional. São as pessoas que formulam e operam os processos, concebem e executam seus cursos, assim tornam-se engrenagem fundamental de todo o processo de usabilidade de tecnologia na IES.

Mais do que nunca, estamos numa época em que sermos apenas agentes analógicos, não coaduna mais com a necessidade profissional das instituições.

Principalmente os gestores educacionais, devem ser aptos a projetarem e planejarem as instituições para a práxis atual da modernidade tecnológica, e não mais apenas numa visão futura. Desta feita, hoje, quando o comportamento dos gestores é, como podemos dizer, “ultrapassado”, todo o processo não se modifica.

Fonte: Imagem Divulgação

A grande questão é que quando ocorrem mudanças no comportamento das pessoas, os processos são reformulados, para que possamos continuar criando e fazendo a diferença dentro das instituições, e consequentemente, mudam-se os produtos e a percepção de mercado.

Em outros artigos já sinalizei que estamos em um momento de novidades acadêmicas e gestora e não apenas “banho de loja” em cursos e práticas antigas. Isto, acreditem, não resolverá nem o problema de hoje, quanto mais de um futuro próximo.

Os mantenedores devem se lembrar, que por trás de uma instituição, sempre há o esforço da construção de sua marca e reputação, mas todo empenho nesta concepção, pode ser colocado em ruinas, se não houver a modernização dos profissionais.

O mercado está cada vez mais competitivo, e não permite a “marinheiros” navegarem apenas ao bel prazer dos ventos, ou de suas referências anteriores. É passada a hora da efetiva implantação de condutas profissionais modernas e responsáveis, pois uma promessa, mal concebida, leva ao alunado a inquietação para buscar outros barcos.