Briefing é uma técnica usualmente comum em gestão de projetos, especialmente no Marketing, mas acredite: o briefing funciona também na maternidade

No meu último texto, me apresentei e falei que provaria que Marketing e Maternidade tem tudo a ver, então vamos começar mostrando que briefing funciona para praticamente tudo, inclusive na maternidade.

Bom, quero lembrá-los que, conforme falei no meu texto de apresentação aqui no portal da Marilei Schiavi, eu acredito que a Comunicação seja a ferramenta chave para conectar pessoas e reforçar elos.

Então, toda e qualquer dica minha vai sempre se basear no princípio da comunicação não-violenta, ou seja: nada de gritos, ofensas, terror psicológico, chantagens, palmadas etc.

Dito isso, vamos então às dicas de como brifar os filhos.

1. Filhos não nascem sabendo!

É. Eu sei que seu filho é um prodígio e faz coisas inacreditáveis desde o primeiro dia de vida. Eu realmente não duvido disso!

No entanto, a tarefa que você vai passar para ele agora é uma novidade e ele precisa de orientação para executá-la.

Então, mãos à obra:

  • Não use termos como “Se vira!”, “Você não nasceu quadrado” e “Eu aprendi sozinha”;
  • Não crie um clima tenso, ruim ou desagradável;
  • Seja delicada e até divertida;

2. Explique a tarefa passo a passo de forma clara e direta

Bom, esse não é muito difícil de entender, até porque você está lendo um post com um passo a passo bem explicadinho que, na verdade, é um briefing sobre briefings.

Então:

  • Separe a tarefa em etapas;
  • Explique cada tarefa de forma bem clara;
  • Se possível, faça desenhos de cada etapa, de forma que ele possa consultar durante o processo;
  • Se ele já souber ler, vale também escrever as etapas e como executá-las;

3. Deixe claro também os “não pode”

Num briefing tradicional, nós temos os “dos”, que é o passo a passo do que precisa ser feito e os “dont’s”, que são as coisas que não podem ser feitas durante o processo.

  • Deixe claro o que não pode ser feito durante o processo;
  • Explique os motivos e possíveis resultados negativos caso o faça;
  • Também é bom deixar claras quais são as implicações, caso faça (nada de castigos, mas é importante que ele entenda o que cada um dos “não pode” compromete e quais seriam os ônus e o que ele terá que fazer para consertar);

4. Especifique os prazos e resultados

Num briefing é essencial que fique claro o que esperamos e em qual prazo de tempo, para que possamos ter o que e quando cobrar.

Então:

  • Dê prazos pertinentes a idade e a inexperiência dele;
  • Especifique resultados corretos, mas realistas de acordo com a idade e inexperiência dele;
  • Considere tolerância e revisão dos prazos e dos resultados, conforme avaliação do desenvolvimento dele durante o processo;

5. Responda a todas as dúvidas que surgirem antes, durante e depois do processo

Lembra-se que o seu filho não nasceu sabendo e que é necessário abandonar o “Se vira!”? Pois é, agora é a hora de você agir como adulta, mãe e orientadora, com muita paciência e amabilidade a cada questionamento.

Até porque, nessa etapa do processo, você vai encoraja-lo a perguntar sempre que tiver dúvidas, ao invés de se inibir, se fechar e acabar sempre fazendo tudo conforme acha, muitas vezes errado, ao invés de perguntar.

  • Responda a cada uma das perguntas de forma clara, pausada e assertiva;
  • Não surte, não grite, não seja sarcástica;
  • Mantenha o semblante aberto e amigável;

6. Cobre os resultados sempre com muito respeito

A hora da cobrança é, por si, algo difícil e fica ainda pior quando é feita de forma grosseira, desrespeitosa e descuidadosa.

Por isso, é importante que cuidemos para que este momento seja feito em um clima ameno, de forma que não pareça uma bronca ou nada que o valha, mas sim uma prestação de contas onde ele terá a oportunidade de demonstrar o resultado dos seus esforços.

  • Crie um clima amigável e divertido;
  • Pergunte o que ele achou do resultado e valorize a opinião dele;
  • Ao dar feedbacks, seja positiva, especialmente durante os feedbacks negativos, ou seja: sempre que houver um feedback negativo, fale de forma positiva dando sugestões de como melhorar;

7. Reforce positivamente!

Aqui vem outra coisa que pode definir como seu filho se sentirá sobre si mesmo e em relação a você futuramente: o reforço positivo!

  • Fale sobre as coisas que ele fez bem feito;
  • Fale sobre as coisas que ele fez em um bom prazo;
  • Fale sobre as coisas que ele inovou ou criou novas formas de fazer melhor;
  • Fale sobre as coisas que ele conseguiu resolver sozinho;
  • Fale sobre como ele foi corajoso ao tirar as dúvidas;

Mantenha o clima bom

Infelizmente, para muitas mães, pedir para os filhos exercerem tarefas é um verdadeiro campo de guerra.

A coisa já começa em um clima tenso, horrível, entre gritos, caras feias, ameaças e palavras agressivas.

Assim, fica difícil esperar que disso saia algo legal, divertido e com bons resultados, porque geralmente degringola para mais caras feias, muitos gritos e, em muitos casos, agressões.

Então é importante que tudo comece e se mantenha bem durante todo o processo.

  • Se vir que está ficando nervosa, saia de cena por um momento, vá ao banheiro ou a outro cômodo, respire, tome um banho, uma água ou algo que te deixe melhor e só volte quando estiver de novo com energias recarregadas;
  • Se perceber que ele está meio provocativo ou reticente, não se intimide nem deixe que isso te tire do clima. Insista em ser divertida, em manter-se empolgada. Já já ele cede.

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