Desde meados de março de 2020 a educação vem empenhando seus esforços para entender e adequar as práticas de ensino ao momento atual. Em vários níveis educacionais houve uma queda no número de alunos, tanto em relação aos matriculados, como também sob a ótica da captação.

Mesmo nesse cenário de incertezas abriu-se uma oportunidade, pelo fato de muitos profissionais terem sido alocados em home office, e por conseguinte não ter tempo perdido com deslocamento e transporte, muitos deles puderam separar uma parte de seu dia para buscar ampliar a sua capacitação.

Assim, nesta esteira de casualidade os cursos livres, de aperfeiçoamento e lato-sensu, ministrados em EaD, tiveram uma elevação no número de matrículas e procura. Muitas IES que renegavam a segundo plano este tipo de produto educacional, passaram a ter foco nestes segmentos, inclusive designando gestores específicos para tal.

Imagem: Pixabay

Aquelas IES que conseguiram perceber esta nuance e oportunizaram produtos afinados com a necessidade de formação sinalizada pelo mercado, conseguiram oportunizar esta demanda.

Espera-se que com a retomada gradual da economia, o alunado retorne ao mercado de trabalho, o que de forma rebote, levará ao retorno dos estudos formais e a alavancar os estudos na modalidade EaD, inclusive combinando suas práticas com ações presencias, o que chamamos de cursos híbridos.

Nos parece assim, que haverá uma tendência de crescimento destes cursos para os próximos anos, impulsionado pela busca das empresas por capacitações on-line; pela acessibilidade que a modalidade permite; pela queda do preconceito por tal modalidade e pela nova reconfiguração das instituições que, pós-pandemia, manterão parte de seus colaboradores em jornadas on-line, em home office.