Diretor da APHORTESP, Renato Abdo, critica: “É insano taxar esses setores. É insustentável econômica e socialmente”

Os impactos da pandemia no setor agrícola: técnicos alertam para instabilidade e inconsistência mercadológica severas. Setores compradores como o autosserviço e o foodservice, fazem os pedidos e o produtor planta, quando há bloqueio e cancelamento da encomenda, o plantio não pode ser interrompido, o que gera prejuízos aos produtores. A imprevisibilidade nas restrições tem causado muitas perdas. O diretor executivo do Instituto de Desenvolvimento da Horticultura do Estado de São Paulo (APHORTESP), Renato Abdo, traz um alerta importante no Radar Noticioso. Ele também comenta sobre a nova lei de cobrança do o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado de São Paulo e declara “é insano taxar esses setores. É insustentável econômica e socialmente”. Renato Abdo destaca que além da crise sanitária, o mundo sofre com uma crise de matéria prima, a falta de plásticos e materiais para embalagens estão encarecendo os produtos, tanto para o produtor rural, quanto para o consumidor final. A população que sofre com o aumento dos preços dos produtos. “Vou dar o exemplo da comercialização das flores que está prejudicada, imagina quanto tempo leva para o produtor cultivar uma planta, tem espécies que demoram de 2 a 3 anos. Mas agora esse produtor não tem mais datas comemorativas e eventos para vender, ainda mais com as restrições que fecham as floriculturas”. Acompanhe