Vários especialistas dizem que a 3ª onda de contágio da Pandemia se aproxima, novas variantes do vírus se apresentam, falta de proteção e a letárgica vacinação, contribuem para tal perspectiva.

Impactos na economia e na sociedade parecem não cessar. Na Educação o tsunami parece ser infindável. Os efeitos ainda são complexos e de larga escala.

De partida, tais efeitos desnudaram, ainda mais, a diferença da educação pública e privada, e o preparo dos dirigentes, professores e alunos para enfrentarem o cenário diferente do habitual.

Alterações no modelo de aula, a inclusão – para alguns – do modelo remoto ou a distância do ensino, a dúvida e insegurança para estar ou não presentes nas escolas, tudo isso ainda habita o dia a dia de todos os agentes do sistema educacional. Do ensino infantil ao superior, as implicações crescem e parecem se solidificar com o tempo.

É certo que para as instituições que já tinham em seus planos, práxis robustas e estáveis de atuação na modalidade a distância em sua completude, ou até mesmo, as práticas de simulação e ensino remoto com o envolvimento e competência de todos seus agentes, atravessam esta turbulência com um pouco menos de dissabor. Agora para outras, o percurso ainda é de tormenta.

Vejam que as razões são diversas, vão desde problemas estruturais e sociais, até o próprio preparo do sistema educacional como um todo. O processo é complexo e profuso, mas vem assentando pouco a pouco.

Um tsunami desta escala, dimensão e duração transformou e fissurou o processo educacional, que mesmo após a chegada de sua calmaria, ainda exigira tempo e esforço para a retomada de sua dita “normalidade”.

Contudo, não podemos esquecer que a educação foi, é e sempre será, fundante e alicerce do desenvolvimento social e humano, mesmo com todas as dificuldades do momento não devemos abandonar a educação, pois se fazer presente no processo educacional, seja ele de que forma for, em todo tempo será um ganho.