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Lá se vai mais um ano, mas não qualquer ano, um ano atípico, pandêmico, que por força maior, solapou a sociedade e abalou diversos setores, dentre eles, o setor educacional.

O setor educacional brasileiro veio nos últimos anos percorrendo seu caminho, pautado no planejamento de seus dirigentes e executivos, para as exigências e necessidades de seu mercado.

Todavia, devido a pandemia todo e qualquer planejamento foi fissurado, interrompido, e trouxe à percepção, em alguns dos envolvidos, de uma fragilidade, ou até mesmo, de uma miopia de projeto educacional. Esta turbidez se deu no campo do uso das tecnologias educacionais, do EAD e do ensino remoto.

Para as instituições que já tinham em seus planos, práxis robustas e estáveis de atuação na modalidade a distância em sua completude, ou até mesmo, as práticas de simulação e ensino remoto com o envolvimento e competência de todos seus agentes, atravessaram este ano de turbulência com um pouco menos de dissabor.

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Agora para outras, o percurso foi, e ainda é, de tormenta. Mas por que isto ocorreu com algumas? Bem, as explicações são diversas, mas o que verificamos em nosso cotidiano, foi que muitas instituições ainda estavam distantes da seara do uso das tecnologias no processo de aprendizagem, mas também, outras apesar de terem já efetuado as novas práticas, perceberam que tinham questões de estrutura, de capacitação, habilidade e competência de gestores e docentes a desenvolver.

Devemos lembrar que as Tecnologias da Informação e Comunicação, as chamadas TICs, são meios para que haja uma eficácia no processo de aprendizagem. Não basta apenas ter e operar as tecnologias, é preciso preocupar-se com o modelo, com a diversidade de conteúdo, e principalmente, com o engajamento e familiarização da comunidade acadêmica. Isso ocorre com a capacitação de todos envolvidos, inclusive os alunos.

Ressaltamos, que fazer apenas apropriação de um formato ou modelo do presencial para outro, não é prática de sucesso, afinal filmar o teatro não significa fazer cinema, a modalidade exige práticas especificas.

O ano letivo para muitos já passou, mas a necessidade do enfretamento ainda estará presente no próximo ano, devido a incerteza do prazo de longevidade da pandemia o Conselho Nacional de Educação (CNE), já precavido de suas ações, desde outubro elaborou uma resolução que posterga as práticas de ensino remoto para pandemia até o final de 2021, e o Ministério da Educação (MEC) homologou tal resolução nestes últimos dias. Assim, o horizonte já se delineia, mas desta vez não pode ser elencado como fator surpresa, ainda há tempo das instituições corrigirem seus caminhos, suas visões e reduzirem a evasão.